segunda-feira, 8 de agosto de 2011

ODONTOPEDIATRIA

Uma vida feliz começa com o seu 
sorriso

A odontopediatria é o ramo da odontologia que cuida da saúde bucal das crianças. Hoje sabemos que o grande medo que as pessoas têm de enfrentar a cadeira do dentista é devido às experiências negativas que tiveram quando crianças. Por esse motivo, o trabalho do odontopediatra é tão importante.
São eles os responsáveis pela higiene não só das crianças que já tem dentinhos, mas também dos bebês e das gestantes. Aliás, as mães devem procurar esses profissionais ainda durante a gravidez, enquanto ainda tem um tempinho sobrando, para se informar sobre os cuidados que devem ter a partir do nascimento.
O tratamento para crianças também requer cuidado especial. Os pequenos precisam de maior atenção e psicologia para que a visita ao dentista não vire uma tortura. O ambiente também deve ser atrativo, ajudando a criança a se sentir confiante e descontraída.
É importante que os pais conversem com o odontopediatra sobre qualquer experiência ruim que a criança tenha tido para que o profissional saiba ajudá-lo a lidar com esse medo e o tratamento ocorra da melhor maneira possível.

Odontologia para Bebês – antes do nascimento
Formação dos dentes do bebê 

A dentição começa a se formar meses antes do nascimento. Os dentes de leite a partir da 6ª semana e os permanentes por volta do 5º mês de vida intra-uterina. Assim, condições desfavoráveis durante a gestação como: infecções, carência nutricional, medicamentos inadequados, etc, podem trazer problemas aos dentes em fase de formação e mineralização. 

Favorecendo a saúde bucal do bebê




Hábitos saudáveis como a higiene bucal diária e a boa alimentação da gestante, são fundamentais. Uma dieta balanceada, rica em fósforo, cálcio e vitaminas A, C e D, nutre o bebê e assegura-lhe o desenvolvimento de uma boa estrutura dental. Alimentos com muito açúcar e carboidratos devem ser consumidos com moderação e, evitados entre as refeições, pois seu consumo freqüente favorece a formação de cáries. Aquela história que durante a gravidez os dentes da mãe ficam mais fracos e apresentam problemas não têm nenhum fundamento. O aparecimento de cárie nesse período está relacionado apenas à mudança da dieta da gestante, mas de nenhuma forma à gravidez em si. Com uma dieta balanceada e uma boa higiene bucal, os dentes da mãe e os do bebê não serão prejudicados.
Flúor na gravidez 
A suplementação de flúor durante a gestação, através de gotas ou comprimidos, somente está indicada quando a água de abastecimento público da cidade não for fluoretada. Neste caso,  o Dentista poderá prescrever a suplementação adequada. 
Odontologia para Bebês – após o nascimento 
Importância da amamentação para os dentes do bebê 
A amamentação natural é fundamental para a saúde geral do bebê e prevenção de alterações bucais indesejadas. Além da importância afetiva e nutricional, o exercício muscular durante a sucção do seio, favorece a respiração nasal e ajuda na prevenção de problemas de posicionamento incorreto dos dentes e estruturas faciais. 


Higiene bucal do Bebê Apesar das bactérias que provocam cáries só aparecerem com a erupção dos dentes, uma higienização precoce treina o bebê a aceitar mais facilmente este hábito. Com uma gaze, ou ponta de fralda ou ainda uma dedeira de tecido, seca ou embebida em água filtrada e fervida ou soro fisiológico, os resíduos do leite materno são retirados, delicadamente, da boca do bebê. É interessante o uso do fio dental logo após o nascimento dos primeiros dentes para instituir o hábito nesta fase precoce. 




Dedeira para massagear e limpar a gengiva do bebê 
(esse modelo de borracha, mais indicado após 6 meses)
 Gaze envolta no dedo, na minha opinião o mais higiênico


Dedeira de pano: Limpador coelhinho da MAM

Transmissibilidade da cárie 

Beijos na boca do bebê, assoprar o alimento para esfriá-lo e o uso compartilhado de copos e talhares devem ser evitados desde cedo. Assim não se tornam costumes tão prejudiciais após o nascimento dos dentes, quando bactérias adquiridas por contato bucal, aderem aos dentes da criança favorecendo o aparecimento de cáries. 


Ao beijar o bebê na boca a mãe poderá passar bactérias ás quais o bebê ainda não tem imunidade.

A primeira visita do bebê ao Odontopediatra 




A Odontopediatria é uma especialidade da Odontologia que oferece aos bebês, crianças e adolescentes, um tratamento adequado a cada faixa etária. A primeira visita ao Odontopediatra deve ocorrer por volta dos seis meses, com o início da erupção dos primeiros dentinhos. Nesta visita, a mãe receberá orientações sobre: dieta, higiene, aplicação de flúor, transmissibilidade da cárie, uso adequado da mamadeira e chupeta e também, correção de maus hábitos como a sucção de dedo. 
A importância dos dentes de leite

A presença dos dentes de leite é muito importante porque prepara o caminho (guia) para a erupção dos dentes permanentes, mantendo em equilíbrio harmônico o crescimento das estruturas da face (dentes, ossos e músculos); proporciona uma mastigação e deglutição adequadas dos alimentos e conseqüente digestão. Um dente de leite comprometido seriamente por um processo de cárie poderá levar a uma infecção, acarretando a má formação do dente permanente. Além disso, quando deparamos com crianças esteticamente comprometidas, percebemos que ocorrem nelas uma dificuldade de comunicação e integração social. 



Nascimento dos dentes de leite 

A idade média normal para o nascimento é por volta de seis meses de idade. Um atraso em torno de mais seis ou oito meses ainda poderá ser considerado dentro dos padrões da normalidade em nossa população. Também poderemos ter dentes de leite que erupcionam (nascem) antes do prazo médio, ou seja, logo após o nascimento ("dente natal"), ou por volta de dois a três meses de idade ("dente neonatal"). Se isso ocorrer, procure o odontopediatra. Ao nascimento dos dentes do bebê, poderão ocorrer alguns sintomas, como coceira e abaulamento da gengiva, com aumento da salivação, estado febril (não muito frequente), e até as fezes podem ficar mais líquidas. Para ajudar o rompimento dos dentinhos e melhorar esse desconforto, deveremos oferecer ao bebê alimentos mais duros e mordedores de borracha para massagear a gengiva. 









Alimentos duros como: cenoura










MORDEDORES:









CURABABY MORDEDOR SUIÇO PARA BEBÊS Estimulador Neuro-Sensorial Curaprox Curaden ROSA QUALIDADE ASSEGURADA PELA ABCD




Higiene dos primeiros dentinhos

A escovação dos primeiros dentes deverá ser iniciada assim que estes estejam erupcionando, com escova infantil e de cerdas macias. Deve-se seguir uma ordem de seqüência para que todos os dentes sejam devidamente escovados bem como a língua da criança. É de extrema importância a escovação noturna, pois quando dormimos o fluxo salivar diminui e a proteção salivar quase não existe. Para crianças abaixo de três anos (ou que ainda não consigam cuspir) o creme dental recomendado não deve conter flúor, já a partir dos três anos recomendamos um creme dental desenvolvido para crianças e não para adultos, pois a concentração de flúor deste último é maior e com o desenvolvimento da deglutição ainda em formação a criança acaba ingerindo maior quantidade de flúor o que pode acarretar em uma doença chamada fluorose, ou seja, um excesso de flúor causando manchamento dos dentes permanentes sucessores. 
Recomendamos: Escovas pequenas e macias (MAM)


Traumatismo Dental 

Muitas vezes, o dano é maior do que aparenta ser, por isso, é importante consultar o Odontopediatra tão logo seja possível. Freqüentemente há necessidade de se fazer radiografias e observar o dente durante determinado período. 
É comum ocorrer, dois ou três dias após o acidente, mudança de cor ou escurecimento da coroa do dente, podendo ou não ser um indício de perda de vitalidade do dente. Neste caso, o dentista é quem irá indicar o tratamento mais adequado. 
A fratura de um ou mais dentes, em conseqüência de traumatismo (tombos, quedas de bicicleta, skate, colisão, etc.), pode danificar o nervo do dente. Deve-se sempre consultar o dentista, para que ele possa avaliar a extensão do dano, tratar a fratura e prevenir eventuais problemas de vitalidade que possam ocorrer neste dente. 
Quando há a quebra do dente (fratura), tanto nos dentes de leite quanto permanentes, deve-se, se possível, recolher o pedaço quebrado e levá-lo juntamente com a criança, para que o dentista possa fazer a "colagem" e assim reconstituir o dente com seu aspecto original. 
Em certas circunstâncias, como impactos horizontais, é comum acontecer a perda total de um dente (avulsão). Se o dente for de leite, o reimplante não é indicado, pois a probabilidade de sucesso é mínima. No caso de dente permanente, no entanto, é aconselhável fazer o seu reimplante imediato, após delicada lavagem do mesmo com soro fisiológico e procurar o dentista, o mais rápido possível, para que seja feita sua fixação. Para que se aumentem as chances de sucesso do reimplante, é essencial que determinadas condutas sejam adotadas imediatamente após o acidente: 


• Mantenha a calma e faça a criança morder uma gaze ou pano limpo, com pressão, para controlar o sangramento; 

• Ache o dente; 

• Pegue o dente somente pela coroa. Não toque a raiz; 

• Limpe cuidadosamente o dente com soro fisiológico ou leite morno. Não esfregue; 

• Coloque o dente de volta no seu lugar (no alvéolo) na boca da criança (só se for permanente, decíduo não se coloca!). A parte côncava do dente é voltada para a parte interna da boca. Faça a criança morder a gaze ou pano limpo, para que o dente se mantenha na posição. Procure, imediatamente, o dentista; 

• Se não for possível colocar o dente em sua posição, mantenha-o, por ordem de preferência: em soro fisiológico ou leite morno, ou saliva da própria criança. A água é o meio menos indicado para armazenamento do dente avulsionado. Procure o dentista imediatamente, para que seja feita sua fixação e acompanhamento. 

O resultado final do reimplante depende muito do período que o dente ficar fora do osso e da conservação do mesmo neste período. O dente deverá ficar fora do osso o menor tempo possível. 

O dente reimplantado será "fixado" pelo dentista em sua posição e deverá ter o seu canal tratado; mesmo assim, com o decorrer do tempo poderá haver uma diminuição do tamanho da raiz. É necessário fazer um acompanhamento até que a oclusão se defina e novas condutas possam ser tomadas. 
É possível prevenir alguns acidentes, principalmente entre crianças que usam aparelhos fixos e praticam esportes individuais ou coletivos como patins, skate, bicicleta, futebol, judô, vôlei, etc., usando protetores bucais que podem ser feitos pelo dentista. 
Converse com o seu Odontopediatra a respeito. Prevenir acidentes sempre, a melhor opção! 


Cárie de mamadeira 

É um tipo de cárie que acomete os dentes de leite de crianças pequenas, que estão acostumadas a ter sua alimentação através de mamadeiras açucaradas, principalmente no período noturno. A criança quando adormece tem a diminuição do fluxo salivar, reduzindo a proteção natural que a saliva exerce sobre os dentes. O leite fica aderido à estrutura dentária provocando a formação de ácidos que destroem o esmalte que protege os dentes da criança. A cárie de mamadeira tem seu inicio com o aparecimento de manchas brancas quase imperceptível para os pais. Tem evolução muito rápida, e é extremamente dolorida. 



Como Prevenir a Cárie de Mamadeira :
- Não leve seu bebê para cama com uma mamadeira cheia de líquidos que contenham carboidratos. Isso inclui qualquer líquido com exceção da água. Mesmo suco de frutas ou leite diluídos em água podem aumentar o risco de cáries. 
- Desmame seu bebê, com orientação de seu médico, quando ele tiver entre 12 e 24 meses de idade. 

- Não use mamadeira durante o dia para confortar o bebê a menos que esteja cheia de água. 

- Não mergulhe a chupeta do bebê em açúcar ou líquidos açucarados.
 
- Não adicione açúcar aos alimentos de seu filho. 

- Limpe os dentes e gengivas do bebê após cada amamentação. 

- Leve o bebê ao dentista assim que os primeiros dentes irromperem. 

- Ensine o bebê a beber de uma caneca antes do primeiro aniversário. 

- Certifique-se de que seu bebê esteja recebendo a quantidade certa de flúor. Se em sua cidade a água não for fluoretada, peça orientações ao médico ou dentista sobre suplementos. 

- Aplicação de técnicas de escovação adequadas para cada idade; 

- Uso do fio dental 

- Bochechos com substâncias anti-cariogênicas (a partir dos seis anos de idade) 
- Adoção de uma dieta equilibrada e regular; 

- Mamadeiras noturnas ou ingestão de bebidas e alimentos açucarados sempre seguidos de higienização; 

- Utilizar selantes de fóssulas e fissuras 

Flúor 


A aplicação de flúor no consultório dentário deverá ser iniciada já na dentição de leite (dentição decídua), assim que esta esteja completa por volta de dois anos e meio a três anos de idade. O flúor é um dos agentes importantes na redução da cárie dentária (que é uma doença infecto-contagiosa), em conjunto com outros métodos de prevenção, tais como a escovação e a dieta equilibrada, além do consumo de água fluoretada. 






Flúor com sabor, menos concentrado que o duraphat










Dentes com aplicação de duraphat, concentração maior de flúor. Deve ser feita de 6 em 6 meses no odontopediatra.









Uso de Chupeta 

A chupeta ou a sucção do dedo, leva a um desequilíbrio das arcadas dentárias e à má posição dos dentes quando o hábito passa da idade ideal. Usar sempre chupeta ortodôntica, para não prejudicar a deglutição, posicionamento de língua e o desenvolvimento facial da criança O hábito da chupeta deverá ser interrompido por volta dos dois/ três anos de idade (até essa idade é normal e melhor a chupeta do que o dedo) , quando a criança já está consciente de suas vontades (final da fase oral)e não requer mais a compensação de sugar. Portanto, devemos encorajá-la a deixar o hábito, sendo, às vezes, uma troca agradável e consciente. A retirada do hábito de sucção do dedo requer mais consciência por parte da criança, força de vontade e sua colaboração, que poderá acontecer um pouco mais tarde. Nos casos mais severos, a avaliação de um psicólogo é recomendável. 


Recomendo as marcas MAM e NUK.

















Caixa para chupetas Nuk. Armazena até 2 chupetas ou 2 bicos de mamadeira. Ideal para transportar em bolsas e pode pressa ao carrinho, cadeirinha,.... Feita toda em BPA Free com ventilaçao para evitar mofo, sendo assim super higienico. Pode ser lavado a maquina.
















Caixa para chupetas Skip Hop. Armazena até 2 chupetas ou 2 bicos de mamadeira. Ideal para transportar em bolsas e pode pressa ao carrinho, cadeirinha,.... Feita em material anti-microbiante, sendo assim super higienico. Pode ser lavado a maquina. Possui mini bolso externo. Feita em estampas fashion para a mãe moderna do seculo 21.
















Uso de Antibióticos 





O antibiótico que mais poderá levar a manchas nos dentes de leite é a tetraciclina, quando administrada durante a gestação em grande quantidade e longa duração. O mesmo pode acontecer para os dentes permanentes quando administrado à criança logo após o nascimento. (Apenas na fase de formação dos dentes).

Respirador Bucal 

A criança que respira pela boca poderá apresentar sérias alterações na arcada dentária, por isso, o odontopediatra tem um papel primordial neste caso. 
Devemos estar atentos na primeira consulta, para avaliar a arcada dentária, a estrutura muscular da face e suas funções como mastigação, respiração, deglutição e a fala. É preciso perguntar às mães tópicos primordiais como: se a criança respira bem, dorme de boca aberta, ronca à noite, baba no travesseiro, tem dificuldade num esporte que exija esforço físico intenso, sonolência e falta de concentração na escola. 
Quando essas características estiverem presentes, provavelmente estaremos diante de uma criança que respira pela boca, fato que costuma contribuir para uma alteração, com falta de crescimento da arcada dentária. Neste caso, deve-se encaminhá-la para uma avaliação, com um otorrinolaringologista, que determinará as causas da respiração bucal e orientará qual o melhor tratamento para que ela volte a respirar pelo nariz. 
Geralmente, os aparelhos ortodônticos propostos, quando existe a mordida cruzada, com falta de crescimento da arcada superior, são aparelhos removíveis, chamados de Placas Expansoras, que poderão ser utilizados em crianças a partir dos cinco ou seis anos de idade, até o surto do crescimento da mesma. (12-13 anos)





No consultório, os senhores pais recebem orientações sobre medidas preventivas em diversos aspectos, entre eles: Higiene bucal, tipos de escovas e cremes dentais, uso de mamadeira e chupeta, dieta cariogênica, aplicação de flúor e selantes, enfim, tudo que possa contribuir para a formação de uma Geração “Cárie Zero”; pois sabemos que todo bom profissional deve ensinar às mães a manter a boa saúde bucal de seus filhos, desde a prevenção propriamente dita, até o tratamento de cáries, uso de aparelhos ortodônticos, maus hábitos (uso do dedo e chupeta) e questões relacionadas à respiração e à fala. Todos esses tópicos devem ser trabalhados para que o pequeno paciente se desenvolva dentro dos padrões de normalidade. 
Essa filosofia de trabalho parte da premissa de que não basta amar a criança. É preciso gostar de cuidar da criança como um todo além de fazer-se amar por ela. É possível ter uma infância livre de cáries, quando hábitos saudáveis de prevenção são adotados precocemente. A base da metodologia adotada em nosso trabalho está presente em todos os profissionais que amam o que fazem, isto é, exercer a profissão com prazer e alegria, transmitindo à garotada todo o afeto e segurança de que necessitam. Nosso objetivo é contribuir para o surgimento de uma nova geração, feliz, saudável e, principalmente, sem medo de ir ao dentista.




SORRIA SEMPRE!!!!! DESDE CEDO!!!!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO: APARELHO ORTODÔNTICO ESPECÍFICO PODE AJUDAR


Raramente as pessoas percebem que têm, mas a doença prejudica a qualidade de vida e pode ser
responsável por acidentes no trânsito e no trabalho.
De 2 a 4% da população têm apnéia do sono. Entre os hipertensos, o índice pode chegar a
30%, já que a apnéia é fator de risco. O mais comum distúrbio respiratório do sono é
ocasionado pela obstrução da faringe, que possui causas diversas, entre as quais a obesidade.




Quando acometido pela doença, o paciente tem a entrada de ar no nível da garganta obstruída
 diversas vezes durante a noite, por períodos de pelo menos 10 segundos – mas que podem
 chegar a um minuto –, o que impede que o sono seja saudável e o corpo realmente descanse.
 Além disso, apresenta sintomas incômodos, tais como o ronco habitual e a sonolência diurna.




"Não é um ronco normal", alerta dr. Geraldo Lorenzi Filho, da Sociedade Paulista de
 Pneumologia e Tisiologia, médico da disciplina de pneumologia do Hospital das Clínicas
 e diretor do Laboratório do Sono do InCor. "O ronco do paciente que tem apnéia é mais
alto e mais irregular", conta, referindo-se a um ronco que ocorre na maior parte dos dias da
 semana e durante quase toda a noite.




A sonolência provocada pela doença também é relevante. Deve-se à impossibilidade
do sono aprofundar-se devido às apnéias e pode ser acompanhada de dificuldades
 relativas à memória e à concentração. "Este sintoma se revela claramente nas
pessoas que sempre dormem e estão sempre querendo dormir ainda mais. Claro que a
sonolência pode ter muitas outras causas, mas, se acompanhada de ronco intenso
e habitual, são grandes as chances de ser resultado da apnéia", esclarece a dra. Sônia
 Togeiro, pneumologista, pesquisadora do Instituto do Sono e professora
 responsável pelo curso de Especialização em Medicina do Sono da UNIFESP.




O exame que diagnostica a doença é a polissonografia – estudo do sono –
 em que o paciente é analisado pelos especialistas enquanto dorme. Segundo a
dra. Sônia, há gravidades diferentes da doença, determinadas em função número
 de apnéias registradas no exame de polissonografia e da intensidade da
sonolência. "Quanto maior o número de apnéias e quanto mais intensa a
 sonolência provocada, mais grave a apnéia".




Dr. Geraldo explica que, em todas as pessoas, a musculatura relaxa durante
 o sono, mas apenas nos que possuem fatores específicos isto se traduz em
obstrução da passagem de ar. "São várias possibilidades: obesidade,
garganta estreita, queixo retraído e outras alterações da anatomia".




A anormalidade do ronco e da sonolência e, em quadros mais adiantados,
a perda de memória e dificuldades de concentração são motivos suficientes
 para a procura de um médico, especialmente em casos de obesidade ou
hipertensão arterial (pressão alta).




Há pacientes que sofrem as conseqüências da apnéia durante décadas e não
 procuram o especialista. "A maior parte das pessoas não percebe que tem a doença,
pois acaba habituando-se aos sintomas", afirma dr. Geraldo. "Em geral, somos
 procurados pelas esposas, que não conseguem conviver com o ronco alto",
acrescenta dra. Sonia.




A apnéia pode ser mais grave a ponto de prejudicar seriamente a qualidade de vida
 do paciente, trazendo incômodos, como dificuldades de memória e concentração,
problemas sexuais, tendência a engordar, e ocasionando acidentes de trânsito e trabalho.




Nas versões mais leves, atitudes simples – como perder peso e evitar bebidas
alcoólicas e medicamentos para dormir (hipnóticos) – podem resolver o problema
definitivamente.




Outra possibilidade, destacada pelo dr. Geraldo, é a utilização de uma prótese que
 avança a mandíbula do paciente, possibilitando a passagem do ar. Este é um
aparelho ortodôntico que, ao avançar a mandíbula, reposiciona a língua, com
 função semelhante à da prótese. Existem, ainda, as cirurgias, mas costumam ser
eficientes somente em crianças.




O tratamento nos casos moderados e graves se baseia em um equipamento
 chamado CPAP (pressão positiva contínua na via aérea). Trata-se de uma máscara
de uso noturno, acoplada a um aparelho de pressão positiva, que gera e envia
 fluxo de ar, abrindo a faringe e possibilitando a normalização da respiração.
 A pressão positiva gerada pela CPAP impede que a faringe se feche durante
o sono nos pacientes com apnéia, que, com o uso do aparelho, passam a ter
um sono normal e reparador.




Fonte: ABN – Agencia Brasileira de Notícias 

BRUXISMO OU BRIQUISMO

O bruxismo ou, preferencialmente, briquismo (do grego βρυχμός [brýkhmós], "ranger os dentes") é um hábito parafuncional que leva o paciente a ranger os dentes de forma rítmica durante o sono ou, menos prejudicialmente, durante o dia. É observada em pacientes de todas as idades e geralmente está relacionada ao alto nível de estresse. Ocorre em cerca de 15% das pessoas. Pode causar desgastes nos dentes e agir como um dos fatores causais das dores de cabeça e distúrbios da articulação temporomandibular. Ranger os dentes à noite e apertá-los durante o dia formam um problema progressivo que o paciente freqüentemente não nota e só é percebido se prestar atenção na própria tensão muscular ou se o rangido noturno é escutado por outrem. O diagnóstico geralmente é feito depois que surgem algumas complicações como desgastes nos dentes, dores na musculatura mastigatória, estalidos nas articulações, perdas ósseas na mandíbula e maxila, travamento das articulações temporomandibulares etc.





O QUE É ESTÉTICO?


Seria muito interessante que todas as áreas da Odontologia tivessem em comum a possibilidade de avaliar e reconhecer os requisitos morfológicos que interferem e influenciam a estética dentária e facial. Seria como se pudéssemos avaliar as nossas obras de artes odontológicas com uma visão preparada para tal, sabendo por meios técnicos e científicos identificar os pontos chaves para esse reconhecimento. Não é fácil reconhecer o belo,trata-se de uma tarefa cerebral, que nem sempre pode ser bem explicada. Poderíamos perguntar: se uma imagem vale por mil palavras, será que mil palavras conseguem explicar uma imagem? E se essa imagem for bela? E ainda, o que é ser belo ou estético? Belo, segundo o dicionário Aurélio, é aquilo que é agradável aos sentidos. Em outras
palavras, é a expressão visual agradável do incogniscível. Isto é, aquilo que conseguimos reconhecer como agradável mesmo sem perceber o porquê. Seria algo intuitivo ou talvez emotivo. É como diz o poeta Ernest Hello: “Beleza é a forma que o amor dá as coisas”. E o que seria estético? É aquilo que tem característica de beleza. Avaliando essas definições podemos perceber o quanto elas são
subjetivas. Não são suficientes para ajudar no reconhecimento dos fatores necessários para a execução de um tratamento odontológico, que tem por objetivo o melhor resultado estético. Precisamos criar maneiras de facilitar a nossa visualização, buscando de forma prática a obtenção de parâmetros para executar essa tarefa. Morfologia não se mede, se observa, mas embora a avaliação morfológica não seja uma tarefa para se obter com números, pode-se fazê-la com medições visuais, através de enquadramentos e comparações. A percepção de proporções é uma boa maneira de se executar essa tarefa.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O que é PADRÃO FACIAL?


Desde a antiguidade, dentes apinhados e irregulares tem sido um problema para alguns indivíduos e tentativas para corrigir essas desordens datam de, pelo menos, 1.000 anos a.C. Aparelhos ortodônticos primitivos foram encontrados em escavações gregas e etruscas. Naquela época, já havia consciência da má aparência causada pelos dentes torcidos, conforme relataram Hipócrates (460–377 a.C.) e Aristóteles (384–322 a.C.).

Celso, um escritor romano, chegou a afirmar, em 25 a.C., que os dentes podiam ser movimentados pela pressão digital: “Caso um segundo dente esteja irrompendo numa criança antes que o primeiro tenha esfoliado, o que deve ser feito é extrair e empurrar diariamente o novo dente com o dedo até que ele alcance sua posição correta”
Ortodontia é um assunto tão amplo, tão importante, com tantas possibilidades dos objetivos serem atingidos que ele é, em si mesmo, assunto para uma vida inteira de trabalho e estudo. É gratificante notar que a Ortodontia, por fim, está tomando o seu lugar entre as grandes especialidades médicas que a sua importância vem sendo cada vez mais claramente determinada. 

Hoje o conceito de ortodontia uniu-se além da função e boa oclusão, á estética e beleza facial.

A beleza é algo muito subjetivo e que depende, além de gosto pessoal, da época. Há muitos anos as mulheres mais gordinhas eram consideradas como belas, depois as mais magras, mas com formas arredondadas. Hoje, o padrão nas passarelas são altas e magras, o que vem sendo questionado por motivos de saúde, e pode um dia também sair de moda.

Independentemente do tipo físico e de padrões estéticos, existem aspectos que desagradam a todos, principalmente quando falamos da face. Além da questão estética e da auto-estima, algumas alterações, especialmente na região da boca e queixo, trazem problemas também para a saúde, como por exemplo, a respiração, que em muitos casos é seriamente comprometida.

Muito mais do que uma questão de beleza, o que se deve levar em consideração é a harmonia entre as partes do rosto e o comprometimento das funções, o que faz o assunto migrar para a área da saúde.

Alterações maxilares representadas por características faciais desproporcionais, como a prognatismo (queixo para frente), retrognatismo (queixo para trás) e excesso vertical maxilar (sorriso gengival ou face longa), ou diminui;cão da dimensão vertical (face curta, onde a boca fica "murcha") são questões que afetam a vida de muitas pessoas. Mudar esta situação é possível e os resultados são surpreendentes



CADA VEZ MAIS O ORTODONTISTA SE PREOCUPA NÃO APENAS COM A FUNÇÃO E HARMONIA DOS DENTES, MAS TAMBÉM COM A HARMONIA FACIAL. A BELEZA DA FACE DEPENDE DE TODO UM CONJUNTO. AFINAL, NÃO SOMOS APENAS "UMA BOCA". TEMOS ALÉM DOS DENTES OS TECIDOS MOLES COMO LÁBIOS,BOCHECHAS E MÚSCULOS QUE FAZEM PARTE DO TIPO DE FACE E DE PERFIL.


Padrão é um conjunto de regras limitantes, quantitativas ou geométricas, atuando para preservar a integração de partes sob condições variadas ou em épocas diferentes. Sugerimos que os padrões morfogenéticos e de crescimento sejam considerados com a mesma conotação. (Moyers et al. , 1979)

Na ortodontia mais atual, classificamos a face da seguinte forma: Padrão I, Padrão II, Padrão III, Face Curta ou Face Longa, de acordo com os critérios descritos por Capelozza Filho6.

O diagnóstico embasado na morfologia facial é o princípio da classificação do Padrão Facial. A partir do diagnóstico correto identificam-se, nas diferentes faixas etárias, protocolos de tratamentos consubstanciados por evidências
científicas, e, por isso mesmo, com prognósticos já estabelecidos para o curto e longo prazo.

(Silvia Reis).

PADRÃO I -

Os pacientes classificados como Padrão I são caracterizados pelo equilíbrio sagital e vertical da face nas visões frontal e lateral. Eles não são necessariamente bonitos, mas equilibrados sagital e verticalmente. 
Para os leucodermas o perfil facial normal, ou do Padrão I, apresenta suave convexidade. Nos xantodermas, o perfil facial menos convexo é aceito como característica de normalidade. Nos melanodermas, por outro lado, o maior crescimento vertical resulta em aumento da convexidade facial nos pacientes Padrão I. (Silvia Reis)




Um bom exemplo de padrão I  (e também simetria) é o rosto de Ana Paula Arósio.



 Padrão I frente e perfil






PADRÃO II
O Padrão II é caracterizado pela convexidade facial aumentada, sem, entretanto, apresentar discrepância vertical. A grande maioria desses pacientes apresenta deficiência mandibular, associada ou não ao excesso de maxila. O excesso maxilar isolado é pouco freqüente. A deficiência mandibular é caracterizada pela linha queixo-pescoço curta, deficiência na protrusão do mento e eversão do lábio inferior. A postura do lábio superior depende da verticalização ou protrusão dos incisivos superiores.
A principal manifestação do Padrão II na visão frontal é a diminuição da altura do lábio inferior e mento e a eversão do lábio inferior. O paciente Padrão II não apresenta nem excesso maxilar vertical, nem deficiência de exposição dentária no sorriso, sendo esses os principais elementos para o diagnóstico diferencial com os Padrões face longa e face curta, respectivamente. 


Como exemplo: Claudia Schiffer





Padrão II frente e perfil:
                                           Caso bastante acentuado (cirúrgico)





PADRÃO III


O Padrão III, tem convexidade facial reduzida devido à deficiência maxilar, prognatismo mandibular ou a associação de ambos. No paciente deficiente maxilar observa-se a ausência da depressão infra-orbitária e da proeminência zigomática. O terço médio é pobre. A linha queixo-pescoço é longa, menos acentuada nos prognatas dolicofaciais. O diagnóstico diferencial desses pacientes com os do Padrão face longa é determinado pela exposição gengival no sorriso, normal nos prognatas, os quais não necessitam de reposição superior da maxila na cirurgia ortognática.

Na visão frontal, o paciente Padrão III é caracterizado, principalmente, pelo excesso de altura do lábio inferior e mento e deficiência no terço médio da face, inexpressivo. As discrepâncias de pequena   também não são percebidas na avaliação frontal, melhorando o prognóstico de tratamento não cirúrgico

















Padrão III frente e perfil:


                                          Caso bem acentuado (cirúrgico)






COMPARAÇÃO ENTRE PADRÃO I , PADRÃO II E PADRÃO III








FACE LONGA -


Os pacientes Padrão face longa são caracterizados pelo excesso de crescimento vertical da maxila e rotação para baixo e para trás da mandíbula com ausência de selamento labial passivo, excesso de exposição gengival no sorriso e dos incisivos superiores no repouso. Devido ao excesso de crescimento vertical e
deficiência de crescimento sagital dos ossos faciais, são birretrusos.

 Na avaliação da telerradiografia do perfil de pacientes face longa verifica-se abertura do ângulo goníaco, sínfise longa e estreita, maior distância entre o ápice do molar e o plano palatino e excesso de exposição do incisivo superior no repouso.
O selamento labial desses pacientes, quando presente, é forçado, com formação do mento duplo.
Esses pacientes são, normalmente, esteticamente desagradáveis e necessitam de cirurgia ortognática associada ao tratamento ortodôntico para restaurar o equilíbrio facial e permitir selamento adequado da musculatura peribucal. O planejamento cirúrgico desses pacientes inclui reposição superior e avanço da maxila, rotação para cima e para frente e avanço ou recuo da mandíbula e redução vertical do mento.





FACE CURTA -



Nos pacientes Padrão face curta a maxila tem pequeno crescimento vertical associada à rotação mandibular para cima e para frente. O mento é, geralmente, proeminente. Há pequena exposição dentária superior no sorriso, mesmo em pacientes jovens, e excesso de compressão labial no repouso, o que indica o
reposicionamento inferior da maxila como procedimento obrigatório na cirurgia ortognática desses pacientes.








O QUE UM ROSTO PRECISA TER PARA SER BONITO, OU MELHOR DIZENDO HARMÔNICO?


Há milhares de anos, o homem procura encontrar padrões de beleza que sejam, além de precisos, universais e atemporais. Dessa maneira, um rosto poderia ser considerado belo tanto na Grécia Antiga, como na Itália renascentista do século XV ou na Hollywood de hoje em dia. 
Os antigos gregos foram os primeiros a observar que animais e plantas crescem de acordo com leis matemáticas. Então, pensaram eles, só deve haver uma maneira de resolver o problema da estética: equacionar os padrões de beleza e transformá-los em fórmulas matemáticas. Porém, foi somente depois de muitos séculos que o gênio renascentista Leonardo da Vinci descobriu a medida exata da beleza humana, conhecida como proporção áurea.

Segundo essa equação, o corpo e o rosto, quando são bonitos, apresentam uma determinada proporção matemática: de 1 para 1,618. Esta seria a relação de equilíbrio e simetria ideais para um corpo ou um rosto humano serem considerados bonitos. Levando em conta essa regra, a largura da boca é 1,618 maior do que a largura do nariz. E a largura da boca ideal, por sua vez, deve ser 1,618 maior do que a distância entre seu canto externo e a ponta da bochecha.

Até os dentes entram no esquema. Assim, a largura do dente incisivo central deve ser 1,618 maior do que a largura do incisivo lateral. Ou seja: a simetria facial, universalmente encarada como um fator determinante de saúde e beleza para homens e mulheres, poderia se resumir na proporção ideal de 1 para 1,618.
Só que vamos combinar que isso é um tanto difícil, certo? E para facilitar os cálculos, o cirurgião plástico americano Stephen Marquardt desenvolveu uma máscara da beleza ideal baseada nessa proporção. Conclusão: só os rostos que se encaixassem nas medidas da máscara seriam considerados simétricos, portanto, bonitos. 




Mas será que Gisele Bündchen, dona de um nariz marcante, seria considerada pouco atraente só porque suas medidas faciais não casam à perfeição das proporções da máscara do cirurgião americano? Não dá para dizer se um rosto é belo ou não apenas analisando medidas. "O conceito de beleza é subjetivo. O que é bonito para mim, pode não ser para você. O que devemos procurar, entretanto, é ter um rosto de proporções equilibradas, não propriamente simétricas, com medidas exatas. Uma face harmoniosa é aquela agradável de olhar em seu todo."

Um exemplo é o rosto do ator Tom Cruise. Pela proporção áurea, seu nariz não seria considerado um modelo de perfeição. E seus dentes possuem um desvio de linha média considerável. "Porém, quando olhamos para seu rosto como um todo, o defeito se torna pequeno, pois há harmonia em sua face", diz a cirurgiã dentista Sabrina Tonelli Bergaro. 













Desvio de linha media (dentaria) para esquerda e desvio do nariz para direita.









 Parâmetros dentários




Um método classificatório tem como principal objetivo estabelecer parâmetros para um bom diagnóstico, com conseqüente planificação eficaz do tratamento e avaliação dos resultados obtidos. Além disso, possibilita a criação de uma linguagem ortodôntica universal que facilita sobremaneira a troca de informações entre os profissionais e a comparação entre os casos.
Em 1972, Andrews realizou uma pesquisa que identificou "As seis chaves da oclusão normal", descrevendo as características fundamentais de uma oclusão dentária sob o ponto de vista morfológico, servindo também como guia para a finalização adequada dos tratamentos ortodônticos.
É imperativo considerar a enorme contribuição que o estudo de Andrews proporcionou à Ortodontia, não apenas por culminar em outros trabalhos que o levaram a desenvolver o aparelho Straight Wire, mas também por criar objetivos claros e de melhor qualidade para a finalização dos tratamentos ortodônticos levando, conseqüentemente, à redução da subjetividade dos casos. No entanto, embora seja considerado um parâmetro importante para direcionar as condutas terapêuticas do ortodontista na busca de qualidade no tratamento de nossos pacientes, estudos comprovaram que em relação às seis chaves da oclusão normal, a ausência de um ou mais destes fatores não deve ser vista rigidamente como insucesso, já que a ocorrência concomitante destas características é muito rara na população.
Em 2006, Carlos Alexandre Câmara desenvolveu o Diagrama de Referências Estéticas Dentárias (DRED) com a finalidade de dar uma noção exata dos posicionamentos e proporções que os dentes guardam entre si e também a relação desses com a gengiva e os lábios.


DIAGRAMA DE REFERÊNCIAS ESTÉTICAS DENTÁRIAS (DRED)
O Diagrama de Referências Estéticas Dentárias (DRED) define o que deverá ser criado ou alcançado com os dentes ântero-superiores. A finalidade desse diagrama é dar uma noção exata dos posicionamentos e proporções que os dentes guardam entre si e também a relação desses com a gengiva e os lábios. Esse diagrama é constituído de seis caixas que englobam os incisivos e caninos superiores; e os seus limites irão ser específicos para cada referência estética. Cada caixa irá englobar o seu respectivo dente, obedecendo aos seus limites. Embora essas caixas possam servir de referência nos vários planos de observação, o DRED será avaliado em uma visão de 90o em relação ao plano frontal, ou seja, perpendicular a esse plano. O diagrama tem um conceito semelhante a outros diagramas apresentados na literatura, apresentando, no entanto, sutis diferenças na sua concepção, sendo a principal a avaliação das linhas do sorriso, como será explicado adiante. A sua utilização facilitará o planejamento e a visualização do melhor posicionamento estético dos dentes anteriores, sendo o seu objetivo forne- cer informações que possam auxiliar nas suas reor- ganizações e reestruturações, quando esses dentes tiverem que ser reposicionados e/ou restaurados. Naturalmente, a estética é algo subjetivo, entretan- to, acredita-se que as regras gerais se aplicam a cada indivíduo6. Cada paciente tem o seu próprio diagra- ma de referência, que é determinado pelos dentes e estruturas adjacentes. Caso o diagrama do pa- ciente não esteja harmonioso e necessite ser muda- do, o DRED servirá como modelo. Esse parâmetro geométrico não deve ser visto como imutável, mas como um guia útil para a obtenção de melhores resultados estéticos nos tratamentos odontológicos.
Com a utilização do DRED poderão ser visualizados :  
  • Simetria
  • Eixos dentários
  • Limite do contorno gengival
  • Nível do contato interdentário
  • Bordas incisais
  • Proporções dentárias
  • Linhas do sorriso



sexta-feira, 15 de julho de 2011

Um sorriso com dentes brancos estabelece o padrão de beleza do mundo atual. Indica saúde, amor próprio, cuidado consigo mesmo e acrescenta algo excepcionalmente fantástico à percepção da beleza numa pessoa.

Ter um sorriso com dentes brancos é um investimento pessoal que conta principalmente com o retorno satisfatório dado pelos olhares dos que nos rodeiam.
Como estamos vivemos a era do Marketing Pessoal, desejar um sorriso agradável, saudável e esteticamente atraente deixou de ser um privilégio dos famosos. Com o avanço da tecnologia e constante evolução das técnicas os procedimentos estéticos tornam-se cada vez mais populares entre as pessoas, com maior acessibilidade e redução de custos.

Um sorriso com dentes brancos melhora a auto-estima, oferece confiança e acaba por interfir positivamente no desempenho profissional e também no afetivo dado a importância de um sorriso na hora de uma conquista. Esta busca não é nada recente, no Antigo Egito os faraós procuravam clarear os dentes com vinagre e abrasivos. Na Roma Antiga, os romanos aplicavam uréia para branquear os dentes. Na Idade Média eram os barbeiros que realizavam clareamentos em seus clientes com ácido nítrico.

Ao longo dos tempos, muitas técnicas e protocolos para o claremento foram sugeridos na literatura, mas o desejo de sorrisos com dentes brancos sempre foi uma constante ao longo dos tempos.